<T->

          Viver e Aprender
          Portugus 3
          3a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em quatro
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Primeira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Cladia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03487-1

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
          Tel.: PABX (0xx11) 3613-3000
          Fax: (0xx11) 3611-3308
             Endereo Internet:
 ~,www.editorasaraiva.com.br~,
 E-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
<P>
                               I
Nota Oficial da Comisso
 Brasileira do Braille (CBB) 

  A transcrio desta obra est de acordo com a "Grafia Braille para a 
Lngua Portuguesa -- Braille Integral", constante da publicao CDU 
376.#ceb, editada em tinta e em braille pelo Ministrio da Educao e 
aprovada pela Portaria Ministerial n.o 2678, de 24 de setembro de 2002, 
com vigncia a partir de 01 de janeiro de 2003.
  O referido documento foi elaborado pela Comisso Brasileira do Braille 
e pela Comisso de Braille de Portugal aps prolongados e criteriosos 
estudos tcnicos.
  No final desta nota voc encontrar uma listagem com smbolos 
estabelecidos pela "Grafia".
  A maioria deles j  do seu conhecimento, mas existem alteraes e 
alguns smbolos novos.
<P>
  As alteraes e a adoo de novos smbolos basearam-se principalmente 
nos seguintes critrios:

<R+>
 1. Ajustar a grafia bsica a novas necessidades da representao 
braille.
 2. Adequar a escrita braille s modificaes realizadas nas 
representaes grficas decorrentes do avano cientfico e tecnolgico e 
do emprego cada vez mais freqente da Informtica.
 3. Evitar a duplicidade de representao de smbolos 
  braille.
 4. Ajustar a grafia bsica, considerando o "Cdigo Matemtico Unificado" 
(CMU), adotado no Brasil desde 1997.
 5. Garantir a qualidade da transcrio de textos para o Sistema Braille, 
especialmente dos livros didticos.
<P>
                            III
 6. Favorecer o intercmbio entre pessoas cegas e instituies de 
diferentes pases de Lngua
  Oficial Portuguesa.
 7. Atender s recomendaes da Unio Mundial de Cegos (UMC) e da UNESCO 
quanto  unificao das grafias por grupos lingsticos.
<R->

  Em caso de dvida, voc poder consultar a "Grafia Braille para a 
Lngua Portuguesa", em cujo texto encontrar todos os smbolos adotados, 
as respectivas normas de aplicao e diversos exemplos ilustrativos.
  A seguir, listagem de smbolos adotados pela "Grafia". O nmero entre 
parnteses que acompanha um smbolo novo ou alterado indica o pargrafo 
da "Grafia" em que se estabelece a sua norma de aplicao.
<P>
<R+>
 , vrgula
 ; ponto-e-vrgula
 : dois-pontos
 ' ponto (32); apstrofo 
 ? ponto de interrogao
 ! ponto de exclamao
 ''' reticncias
 - hfen ou trao de unio
 -- travesso
  crculo
 `( `) ou ( ) abre e fecha parnteses (35)
 `[ `] ou [ ] abre e fecha colchetes (35)
 " abre e fecha aspas, vrgulas altas ou comas (36)
 " abre e fecha aspas angulares (36)
 $" abre e fecha outras variantes de aspas 
(aspas simples, por exemplo) (36)
 * asterisco 
 & "e" comercial (39)
 / barra (40)
 | barra vertical (40)
 :> seta para a direita
 <: seta para a esquerda
 <:> seta de duplo sentido
                               V
  Euro (18.1)
 $ cifro
 % por cento
  por mil
  pargrafo(s) jurdico(s)
 + mais
 - menos
  multiplicado por
  dividido por, trao de frao (17)
 = igual a
 ~ trao de frao (17)
 o maior que
  menor que
  grau(s)
  minuto(s)
  segundo(s)
 { sinal de maiscula
 {{ sinal de maiscula em todas as letras da palavra
 :{{ sinal de srie de palavras com todas as letras maisculas
 ~ sinal de minscula latina; sinal especial de translineao de 
expresses matemticas 
(22.1)
 $ sinal restituidor do significado original de um smbolo 
  braille (42)
 # sinal de nmero
  sinal de expoente ou ndice superior
  sinal de ndice inferior
 * sinal de itlico, negrito ou sublinhado (30)
 ~: sinal de transpaginao (55)
 @ arroba (apndice 1`
 ~, sinal delimitador de contexto informtico (apndice 1`
<R->
<P>
                            VII
<R+>
Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)
 (Cmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

  Martos, Cloder Rivas, 
 1942 --
     Viver e aprender portugus, 3a. srie / Cloder Rivas Martos, Joana D'Arque Gonalves de Aguiar.
  -- 7. ed. reform. -- So 
  Paulo : Saraiva, 2001. 
  -- (Viver e aprender ; 3)
     Edio no-consumvel

     Suplementado por manual do professor.
     ISBN 85-02-03487-1 
  (aluno) 
     ISBN 85-02-03488-X (professor)

     1. Comunicao e expresso (Ensino fundamental)
     2. Linguagem (Ensino fundamental) I. de Aguiar, 
  Joana D'Arque Gonalves. 
  II. Ttulo. III. Srie.

01-1834        CDD-372`.6

        ndices para catlogo sistemtico:
<R->

  1. Comunicao e expresso : Ensino fundamental 372`.6
  2. Linguagem : Ensino fundamental 372`.6

<P>
                             IX
          CLODER RIVAS MARTOS

  Licenciado em Letras Clssicas pela PUC-SP
  Licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia Camilo Castelo Branco
  Professor da rede oficial de ensino do estado de So Paulo

          JOANA D'ARQUE GONALVES DE AGUIAR

  Licenciada em Lngua e Literatura Portuguesas pela PUC-SP
  Professora da rede particular de ensino do estado de So Paulo
<P>
Caro aluno,

  Como toda criana, voc quer crescer, relacionar-se com seus semelhantes, conhecer o mundo e agir sobre ele. Para essas realizaes, o domnio da linguagem  bsico e da maior importncia.
   por meio da linguagem que a pessoa se desenvolve, se relaciona com o outro, conhece e modifica o mundo em que vive. Este livro foi escrito com a inteno de ajud-lo a desenvolver suas habilidades no uso da linguagem.
  Aproveite o mximo dele!

Os autores
<P>
                             XI
Seu Livro em Braille

  Este  o livro utilizado em sua classe, produzido em braille para 
voc. Ele contm as mesmas informaes que esto no livro do seu 
colega, porm, enquanto o livro comum apresenta ilustraes, cores 
e tamanhos variados de letras (grandes, pequenas, arredondadas, 
retas, inclinadas, ligadas umas s outras, separadas), o seu livro em 
braille apresenta descries substituindo ilustraes e, em muitos 
casos, figuras so explicadas, procurando fazer voc compreender o 
que elas representam.
     
Dicas para estudar no seu livro
  em braille   

  1 -- As pginas mpares deste livro apresentam duas numeraes na 
primeira linha: a que fica  direita  a do prprio livro em braille e a 
que est  esquerda  a do livro comum. Por esta, voc pode 
se localizar, de acordo com a orientao do professor, ou quando 
estiver estudando com outros colegas.

  2 -- Em alguns momentos, voc precisar contar com a  
colaborao de algum; por isto, foi colocada a frase "pea 
orientao ao professor" para sugerir que voc solicite informaes 
ou esclarecimentos a seu professor.

  3 -- Sempre que voc encontrar nos textos alguma informao 
visual e tiver dvida, pergunte a seu professor ou a outra pessoa 
capaz de esclarec-lo.

  4 -- Quando voc encontrar o sinal _ e, depois dele, uma frase 
terminada pelo sinal _ saiba que se trata de uma explicao 
especial chamada "nota de transcrio", empregada nos livros em 
braille.
<P>
                           XIII
  5 -- Leia com ateno a Nota Oficial da Comisso Brasileira 
do Braille, na pgina I. Ela informar voc sobre algumas alteraes 
dos sinais braille, em vigncia a partir de janeiro de 2003, facilitando, assim, a 
leitura dos textos.

  Tire o melhor proveito deste livro e procure conserv-lo. Ele  
uma fonte permanente de consulta.
<P>
<P>
<F->
                             XV  
Sumrio Geral

Primeira Parte

Unidade 1

Recomear  Sempre Bom 

Caderno novo, Luis 
  Fernando Verissimo :::::: 1
Estudo do texto :::::::::::: 4
Um pouco de gramtica: 
  monosslabas, disslabas,
  trisslabas, 
  polisslabas :::::::::::::: 5
Vamos produzir (descrio
  de um caderno novo) :::::: 7
Dilogo entre textos: O 
  caderno, Toquinho e 
  Mutinho :::::::::::::::::: 8
Um pouco de gramtica: 
  slaba tnica: oxtonas, 
  paroxtonas e proparox-
  tonas ::::::::::::::::::::: 10
Vamos produzir (escrita de
  poema) ::::::::::::::::::: 14
<P>
Dilogo entre textos: 
  Dirio de Biloca, Edson
  Gabriel Garcia :::::::::: 14
Um pouco de gramtica: 
  o/u/l/mau/mal ::::::::: 18
Vamos produzir 
  (dirio) :::::::::::::::: 22

Unidade 2

Verde, Quero Ver-te

Semente, pintura de Andr
  Maciel ::::::::::::::::::: 24
Estudo do texto :::::::::::: 26
Um pouco de gramtica: 
  encontros voclicos ::::::: 27
Vamos produzir ::::::::::::: 33
Dilogo entre textos: Crime
  na mata verde e amarela, 
  onde cantam os sabis, 
  O Estado de S. 
  Paulo :::::::::::::::::::: 34
Um pouco de gramtica:
  encontros consonantais e
  dgrafos :::::::::::::::::: 43
Vamos produzir (criao de
  uma notcia de jornal ::::: 51
                           XVII
Dilogo entre textos: 
  Pequenos moradores das
  rvores, revista Cincia
  hoje das Crianas :::::::: 52
Um pouco de gramtica: 
  h/ch/lh/nh ::::::::::::: 58
Vamos produzir (pesquisa
  sobre mamferos) ::::::::: 64

Unidade 3

Todo Animal tem Direito 
  Vida

Uma lista para os bichos
  ameaados, revista Cincia
  hoje das crianas ::::::::: 67
Estudo do texto :::::::::::: 74
Um pouco de gramtica:
  frases declarativas (afir-
  mativas e negativas) ::::: 76
Vamos produzir 
  (carta) ::::::::::::::::: 80
Dilogo entre textos: As
  tartarugas marinhas e
  propaganda educativa do
  projeto Tamar :::::::::::: 81
Um pouco de gramtica: 
  frases exclamativas e 
  interrogativas, 
  pontuao ::::::::::::::::: 84
Vamos produzir (propaganda
  para a preservao das
  espcies) :::::::::::::::: 88
Dilogo entre textos: 
  Declarao universal dos
  direitos dos animais, 
  (~,http:www.renctas.org.~
  brdeclaracaoinfo.~
  htm~,) ::::::::::::::::::: 89
Um pouco de gramtica: 
  gue/gui e que/qui ::::::: 95
Vamos produzir (Declarao
  universal dos direitos
  dos animais de
  estimao) ::::::::::::::: 98
<P>
                            XIX
Segunda Parte

Unidade 4

Lugar de Criana  na 
  Escola

Na escurido miservel, 
  Fernando Sabino ::::::::: 101
Estudo do texto :::::::::::: 106
Um pouco de gramtica: 
  substantivos prprios e
  comuns :::::::::::::::::::: 108
Vamos produzir ::::::::::::: 110
Dilogo entre textos: As
  crias da casa, Iolanda
  Huzak e J Azevedo ::::: 111
Um pouco de gramtica:
  substantivos primitivos
  e derivados ::::::::::::::: 119
Vamos produzir 
  (entrevista) :::::::::::: 122
Dilogo entre textos: Os
  entregadores de po,
  J Azevedo, Iolanda
  Huzak e Cristina
  Porto :::::::::::::::::::: 123
Um pouco de gramtica: 
  sons do s ::::::::::::::::: 130
Vamos produzir ::::::::::::: 136

Unidade 5

Era uma vez...

Branca de Neve, J. W.
  Grimm (adaptao) :::::: 137
Estudo do texto :::::::::::: 146
Um pouco de gramtica: 
  gnero do substantivo e 
  artigos ::::::::::::::::::: 148
Vamos produzir ::::::::::::: 153
Dilogo entre textos: Era
  uma vez..., lvaro Socci
  e Claudio Matta ::::::::: 155
Um pouco de gramtica: 
  plural e singular ::::::::: 159
Vamos produzir ::::::::::::: 164
Dilogo entre textos:
  Histria meio ao contr-
  rio, Ana Maria 
  Machado :::::::::::::::::: 165
Um pouco de gramtica: 
  g/j :::::::::::::::::::::: 173
Vamos produzir ::::::::::::: 175
                            XXI
Unidade 6

Vamos Brincar com as 
  Palavras?

A lua  do Raul, Ceclia
  Meireles ::::::::::::::::: 177
Raridade, Jos Paulo 
  Paes ::::::::::::::::::::: 179
Estudo do texto :::::::::::: 180
Um pouco de gramtica: grau
  do substantivo :::::::::::: 183
Vamos produzir ::::::::::::: 186
Dilogo entre textos: Trem
  de ferro, Manuel 
  Bandeira ::::::::::::::::: 187
Um pouco de gramtica: s ou
  z nos diminutivos ::::::::: 192
Vamos produzir (criao de
  estrofes a partir de um
  poema de Elias
  Jos) ::::::::::::::::::: 194
Dilogo entre textos: Poema
  de Leon Eliachar :::::::: 196
Um pouco de gramtica: sons
  do x :::::::::::::::::::::: 198
Vamos produzir ::::::::::::: 206

Terceira Parte

Unidade 7

Viajar pelo Espao, pelo
  Tempo... Viajar...

Minhas frias, Luis 
  Fernando Verissimo :::::: 209
Estudo do texto :::::::::::: 213
Um pouco de gramtica: 
  pronomes pessoais do caso
  reto :::::::::::::::::::::: 216
Vamos produzir ::::::::::::: 221
Dilogo entre textos: 
  Folheto de propaganda de 
  um hotel :::::::::::::::::: 222
Um pouco de gramtica: 
  adjetivo :::::::::::::::::: 227
Vamos produzir ::::::::::::: 230
Dilogo entre textos: Tela
  Mulher de azul lendo uma
  carta, Vermeer ::::::::::: 231
Um pouco de gramtica: 
  adjetivos ptrios ::::::::: 233
Vamos produzir (carto-
  -postal) ::::::::::::::::: 239
<P>
                          XXIII
Unidade 8

Um  pouco, dois  bom...

O urso e os viajantes,
  fbula de Esopo :::::::::: 243
Estudo do texto :::::::::::: 245
Um pouco de gramtica:
  tempos e conjugaes :::::: 248
Vamos produzir ::::::::::::: 252
Dilogo entre textos: HQ
  do Menino Maluquinho,
  Obrigado, doutor!,
  Ziraldo :::::::::::::::::: 253
Um pouco de gramtica:
  verbo ::::::::::::::::::::: 262
Vamos produzir (reescrita
  de fbula em forma de 
  quadrinhos) :::::::::::::: 266
Dilogo entre textos: Quem
  tem medo de dizer no
  Ruth Rocha :::::::::::::: 267
Um pouco de gramtica: 
  substantivo coletivo :::::: 273
Vamos produzir ::::::::::::: 276
<P>
Quarta Parte

Unidade 9

O Homem e a Mquina

A bola, Luis Fernando
  Verissimo :::::::::::::::: 279
Estudo do texto :::::::::::: 282
Um pouco de gramtica: 
  conjugaes verbais ::::::: 285
Vamos produzir 
  (reescrita) ::::::::::::: 292
Dilogo entre textos: 
  Cuidados importantes e 
  Controle remoto (texto
  de um manual de 
  instrues) :::::::::::::: 294
Um pouco de gramtica: 
  e/i :::::::::::::::::::::: 305
Vamos produzir ::::::::::::: 307
Dilogo entre textos: O
   menino sem imaginao, 
  Carlos Eduardo 
  Novaes ::::::::::::::::::: 309
Um pouco de gramtica: 
  advrbio :::::::::::::::::: 319
Vamos produzir ::::::::::::: 323
                            XXV
Unidade 10

Alimente-se

Texto A e 
  Texto B: Cardpios ::::: 326
Estudo do texto :::::::::::: 331
Um pouco de gramtica: 
  numerais cardinais e 
  ordinais :::::::::::::::::: 333
Vamos produzir ::::::::::::: 337
Dilogo entre textos: 
  Texto A: Receita ita-
  liana  vista, Michele 
  Simonon e Franoise 
  Viroux ::::::::::::::::::: 339
Texto A: Torta de cebola
  para prender namorado, 
  Roseana Murray :::::::::: 342
Um pouco de gramtica: 
  concordncia verbal ::::::: 344
Dilogo entre textos: 
  Mandioca, o po indgena,
  Walde-Mar de Andrade e
  Silva :::::::::::::::::::: 353 
<P>
Um pouco de gramtica: 
  sobre/sob/atrs/
  /traz :::::::::::::::::::: 358
Vamos produzir ::::::::::::: 360
<F+>

<7>
<TL. P. v. apren. 3>
<T+1>
Unidade 1

Recomear  Sempre Bom

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Durante as frias voc sente falta da escola?
 Voc gosta do reincio das aulas?
 Do que voc mais gosta quando elas recomeam: rever os colegas, conhecer os professores que o acompanharo durante o ano, escrever em cadernos novos, aprender coisas novas, conhecer novos colegas? Conte para a turma.
<R->

     ::::::::::::::::::::::::

<8>
Caderno Novo
  Luis Fernando Verissimo

  Uma vez eu estava conversando com amigos e a conversa chegou naquele estgio em que s h duas opes: ou ir para casa dormir ou cair na bobagem. Camos na bobagem. Afinal  para isso que servem os amigos. Depois de nos propormos vrios desafios do tipo "quem era que melhor gritava de pavor no cinema?" (a Barbara 
 Stanwyck ganhou fcil), chegamos a uma daquelas questes definitivas e definidoras. Qual  a melhor sensao do mundo? As respostas variaram, desde "banho quente" at "acordar cedo, comear a sair da cama e ento lembrar que  feriado", passando, claro, por outras menos publicveis. Mas a um amigo disse duas palavras que liquidaram a questo.
  -- Caderno novo.
<9>
  Todos concordaram. No foi preciso nem entrar em detalhe, dizer "a sensao de abrir um caderno novo, no primeiro dia da escola, e alisar com a ponta dos dedos a pgina vazia, sentindo o volume de todas as pginas vazias por trs dela, aquele mundo de coisas ainda no escritas... E o cheiro do caderno!" No houve um que no concordasse que nenhuma sensao do mundo se igualava quela. 
  O caderno novo tambm nos provocava uma certa solenidade, lembra? Diante de sua limpeza, fazamos um juramento silencioso que aquele ano seramos alunos perfeitos. E realmente caprichvamos ao preencher o caderno novo com cuidado respeitoso. Pelo menos at a quarta ou quinta pgina, quando ento voltvamos a ser os mesmos relaxados do ano anterior. Mesmo porque a o caderno no era mais novo.

<R+>
(*Revista Veja*. So Paulo, Abril, 12 out. 1983. n.o 788.)
<R->

  *Luis Fernando Verissimo* nasceu em Porto Alegre, em 1936. Foi redator, editor e cronista. Colaborou em vrios jornais e revistas. O livro 
<P>
*O analista de Bag*  seu maior sucesso.

Estudo do texto

<R+>
 1. No caderno, copie as palavras do texto que voc no conhece e pea para que um colega tente descobrir o significado delas. No final, discuta com ele os significados. Se necessrio, utilize o dicionrio.
 2. O que voc imagina que possa significar a expresso *menos publicveis*?

 3. Releia o trecho:
<R->

  "(...) Mas a um amigo disse duas palavras que *liquidaram a questo*.
  -- Caderno novo."

  O que significa a expresso destacada?

<10>
<P>
<R+>
 4. Voc acha que essa histria poderia acontecer na vida real? Por qu?
 5. Como voc imagina este grupo de amigos?

 6. Voc sabe o que so rgos dos sentidos, no sabe? Copie do texto trechos em que alguns sentidos foram usados para passar as sensaes que o caderno novo desperta.
 tato: '''''
 viso: '''''
 olfato: '''''
<R+>

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia devagar e em voz alta cada uma das palavras a seguir, observando cada parte que as compe, ou seja, cada impulso de voz pronunciado:
 qual; con-ver-san-do; gri-ta-va; ca-sa; ci-ne-ma; me-lhor; vez; de-fi-ni-ti-vas; eu e cer-ta 
     Separe as palavras em quatro grupos de acordo com o nmero de slabas de cada uma.
 *monosslaba* (1 sla-
  ba): ''''' 
 *disslaba* (2 slabas): '''''
 *trisslaba* (3 sla-
  bas): '''''
 *polisslaba* (4 ou mais slabas): '''''

 2. Faa o mesmo com as palavras a seguir:
 a) s  
 b) caderno 
 c) duas 
 d) bobagem 
 e) no
 f) relaxados
 g) juramento
 h) novo

<11>
 3. Forme o maior nmero de palavras que voc conseguir com as slabas a seguir. Depois diga se so *polisslabas, trisslabas, disslabas* ou *monosslabas*:
 o -- p -- da -- qui -- r -- 
  ri -- mun -- li -- do -- sa --
  ve -- pes -- rio -- in -- qui --
  tar -- pei -- car -- so -- fi --
  res -- ho -- fi -- ta -- car -- 
  bem -- ven -- ne -- p -- to 

 4. Procure no texto *Caderno novo* palavras que podem fazer parte dos conjuntos a seguir: 
 Conjunto 1: p -- bem
 Conjunto 2: tarde -- lio
 Conjunto 3: posio -- caderno
 Conjunto 4: antigamente -- cabeleireiro
<R->

Vamos produzir 

  Pense em seu caderno novo, nas sensaes que ele provocou em voc ao toc-lo, no cheiro, na capa e nas folhas, nas coisas que imaginou que iria escrever e faa um texto registrando todas essas sensaes. 
  D um ttulo para seu texto e troque-o com seus colegas para que vocs possam compar-los.

<12>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc costuma escrever quando est triste ou feliz? Se costuma, onde escreve?
 O que voc acha das pessoas que escrevem aquilo que sentem? 
 Por que voc acha que as pessoas gostam de escrever sobre os sentimentos?
<R->

<R+>
O Caderno

Toquinho e Mutinho 

 Sou eu que vou seguir voc
 Do primeiro rabisco at o b-a-b
 Em todos os desenhos coloridos vou estar
 A casa, a montanha, duas nuvens no cu
 E um sol a sorrir no papel

 Sou eu que vou seu colega
 Seus problemas ajudar a resolver
 Sofrer tambm nas provas bimestrais junto a voc

 Serei sempre seu confidente fiel
 Se seu pranto molhar meu papel

 Sou eu que vou ser seu amigo
 Vou lhe dar abrigo se voc quiser
 Quando surgirem seus primeiros raios de mulher
 A vida se abrir num feroz carrossel
 E voc vai rasgar meu papel

 O que est escrito em mim, comigo
 Ficar guardado se lhe d prazer
 A vida segue sempre em frente, o que se h de fazer
 S peo a voc um favor, se puder
 No me esquea num canto qualquer

(Toquinho. CD *Casa de brinquedos*. Polygran, 1995.)
<R->

<R+>
 1. Escreva no caderno as palavras desconhecidas e, pelo sentido do texto, tente descobrir os significados.
 2. Identifique os pares de rimas presentes.
<P>
 3. O texto *O caderno* est organizado em 4 estrofes com 5 versos cada. Agora responda: que tipo de texto ele ?
 4. Quem  a personagem principal do texto? 
 5. Encontre no texto trechos que revelem os seguintes sentimentos ou atitudes: *companheirismo, solidariedade, tristeza, amizade* e *fidelidade*, escrevendo-os no caderno.
 6. Se o seu caderno pudesse falar, o que voc acha que ele lhe diria? 
 7. E voc, o que responderia para ele? 
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia em voz alta as palavras do quadro e escreva-as no caderno, separando-as em slabas: 
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::
l  voc -- caderno --      _
l  desenhos -- ajudar --   _
l  feroz -- ltimo --      _
l  matemtica              _
h::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 2. Pinte as slabas que foram pronunciadas com maior intensidade.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Copie completando.
    Slaba '''''  aquela pronunciada com maior intensidade.

 4. Observando a slaba tnica das palavras abaixo, identifique aquelas que no fazem parte dos conjuntos:
 Conjunto 1: caf -- favor -- 
  salo -- nuvens -- puder
 Conjunto 2: junto -- galinha -- canto -- mdico -- caderno
 Conjunto 3: msica -- gramtica -- slaba -- tnica -- tambm

<14>
 5. Distribua as palavras da atividade anterior nas colunas correspondentes. Ateno: observe a posio das slabas tnicas!
 *oxtona* (ltima): '''''
 *paroxtona* (penltima): '''''
 *proparoxtona* (antepenlti-
  ma): '''''
 
 6. Reescreva as palavras a seguir, separando-as em slabas: 
 a) cafezinho  
 b) paraleleppedo  
 c) alegremente  
 d) encadernao  
 e) companheirismo
 f) conversando
 g) juramento
 h) solenidade
 i) relaxados
 j) concordaram
 l) caprichvamos
 m) sensao
<P>
 7. Pinte a slaba tnica das palavras da atividade anterior.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 8. Voc encontrou alguma palavra cuja slaba tnica aparece fora das trs ltimas slabas?

 9. Voc encontrou mais de uma slaba tnica em uma mesma palavra?
<R->

  Na lngua portuguesa, classificamos as palavras em *oxtonas, paroxtonas* e *proparoxtonas*, observando as trs ltimas slabas, assim:
<R+>
 ltima :> oxtona
  ca*f*, so*f*, maracu*j*
 penltima :> paroxtona
  ca*dei*ra, sa*pa*to, *l*bum
 antepenltima :> proparoxtona
  *l*tima, *s*laba, mate*m*tica
<R->

Vamos produzir

  Pense em algo de que goste muito. Pode ser um objeto, um animal de estimao, uma flor, uma planta ou um brinquedo. Faa um desenho dele e mostre-o para seus colegas, contando por que ele  importante para voc, como o ganhou ou o comprou, quem lhe deu e quando.
  Em uma folha  parte, escreva todos os sentimentos e idias que ele desperta em voc, alm de todas as suas caractersticas.
  Depois, rena o que escreveu e tente fazer um poema com essas informaes. D um ttulo para seu poema e ilustre-o.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<15>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc sabe o que  um dirio?
 O que as pessoas escrevem nele?
<R->
<P>
Dirio de Biloca

 15 de fevereiro
  Ganhei este dirio hoje.
  Mentirinha. Eu ganhei no ano passado, no dia da troca do presente de amigo secreto. Fiquei superfeliz de ter sido amiga da Dri. Alm do dirio ganhei uma pulseira lindrrima. Adorei o dirio... mas s estou comeando a escrever hoje porque vieram as frias... o incio das aulas... Na verdade, no tinha comeado ainda por pura preguia -- gostar de escrever eu at gosto. E prometo, de ps juntos e dedos cruzados, que a partir de hoje no falho mais um dia sequer... S se...
  Espero realmente que aconteam boas coisas para contar. Se for como o ano passado, cruz credo. Nem gosto de lembrar, mas como no consigo controlar a portinha da lembrana, acabo pensando tudo outra vez. A pior de todas foi mesmo a recuperao que eu peguei em Portugus. Por pouco, muito pouco, no termino o ano com uma preciosa bomba que certamente iria explodir na minha casa. Ufa, ainda bem que passou, e o que passou, passou. Como diz minha av: "guas passadas no movem moinhos". Se movem ou no movem no quero saber, este ano eu no vou marcar bobeira. Recuperao nunquinha, nunquinha. Vou tirar tudo de letra. Sem... chega de falar de coisa chata. Acho que para comear um dirio  preciso coisas alegres, seno d azar. 

*Biloca*

<R+>
(Edson Gabriel Garcia. *Dirio de Biloca*. So Paulo, Atual, 1989. p. 1. Srie Tirando de letra.)
<R->

<16>
<R+>
 1. Por que voc acha que as pessoas escrevem em um dirio?
 2. Qual  a importncia de se colocar a data quando se escreve em um dirio?
 3. Quando a personagem ganhou o dirio?
 4. Copie o trecho que mostra a razo de a personagem ter demorado para comear o dirio. 

 5. Releia o trecho: "Espero realmente que aconteam boas coisas para contar. Se for como o ano passado, *cruz credo*."
     O que significa a expresso em destaque?

 6. Localize no texto uma expresso que indique sensao de alvio.
 7. Explique o que voc entende da expresso *guas passadas no movem moinhos*. Encontre no texto uma frase que a defina.
 8. Biloca acha que "(...) para comear um dirio  preciso coisas alegres, seno d azar". Voc concorda com ela? 
 9. Voc acha que a maneira com que Biloca escreveu aproxima-se mais de uma carta a um amigo ou de uma notcia de jornal? Por qu?

 10. Observe o trecho do texto *Caderno novo*:
<R->

  "O caderno novo tambm nos provocava uma certa solenidade, lembra? Diante de sua limpeza, fazamos um juramento silencioso que aquele ano seramos alunos perfeitos."
   Biloca tambm fez um "juramento". Encontre-o no texto e transcreva o trecho no caderno.
<R->

<17>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as palavras a seguir no caderno, completando-as com *o* ou com *u*.
 a) tab'''ada
 b) jab'''ti
 c) vrg'''la
 d) b'''zina
 e) reb'''lio
 f) p'''leiro
 g) cinc'''
 h) t'''alha
 i) antig'''
 j) jab'''ticaba
 l) pir'''lito
 m) ent'''pido
 n) tab'''leta
 o) c'''rtio
 p) c'''brir
 q) eng'''lir

 2. Agora, sente-se com um colega e confiram as respostas utilizando um dicionrio. Copiem aquelas que escreveram errado e corrijam-nas. Verifiquem qual dos dois acertou mais palavras. 

 3. Descubra o que .
     *Pista*: as palavras so escritas com *l* ou com *u*.
 a) Festa agitada do ms de fevereiro.
 b)  usado para embrulhar objetos.
 c) Usa-se para fazer sapatos, cintos e bolsas.
 d) Usa-se na cama para cobrir o colcho.
 e) Faz-se com leite, aveia e acar.
 f) Refeio do meio-dia.
 g) Usa-se no dedo para enfeitar.
 h) Sinnimo de *rabo*.
 i) Lugar onde se prende o leo.

 4. Reescreva as palavras que voc descobriu na atividade anterior, separando-as em slabas.
 5. Observando o som das palavras da atividade anterior, responda: o que h em comum entre elas?

<18>
 6. Junte a slaba central com as terminaes e forme palavras, acentuando quando necessrio. Observe o exemplo e continue em seu caderno: 
 slaba central: *al*
 terminaes: *deia*, piste, teza, meiro, tura, mirante, apo, cool, gazarra, bum. 
 exemplo: al + deia = aldeia

 slaba central: *au*
 terminaes: *la*, tdramo, toria, tgrafo, xiliar, ditivo, rora, toridade, ditrio, sente. 
 exemplo: au + la = aula

 6. Leia: 
     Andr no  *mau* aluno, por isso no comear *mal* o ano.
     Andr  *bom* aluno, por isso comear *bem* o ano.
     Como voc pode observar, o antnimo de *bom*  *mau* e o antnimo de *bem*  *mal*.
     Copie as frases, completando-as com *mal* ou *mau*. (Na dvida, troque mentalmente pelo antnimo e voc descobrir se com *l* ou com *u*.)
 a) O vendedor foi '''-educado com o cliente.
 b) Foi um ''''' negcio comprar o barco.
 c) Os alunos foram ''''' nas provas.
 d) O avio no decolou por causa do ''''' tempo.
 e) Desculpe, fiz um ''''' juzo de voc. 
<R->

  Agora, reescreva as trs primeiras frases, utilizando *bem* ou *bom*.

<19>
Vamos produzir

  Pegue um caderno pequeno qualquer e escolha trs dias da semana para registrar os acontecimentos, como em um dirio. Lembre-se de que o leitor desses textos ser voc mesmo, por isso a linguagem pode ser mais descontrada. Utilize expresses que indiquem emoes, como no *Dirio de Biloca*.
  Se voc gostar de escrever durante esses dias, continue a faz-lo diariamente.

Nunca se esquea

<R+>
 Colocou data em todos os dias?
 A letra est legvel para, no futuro, quando quiser reler, poder entender?
<R->
<P>
Sugestes de leitura

  1. *Dirio de Biloca*, Edson Gabriel Garcia, Atual.
  2. *Minhas frias*, Marcelo Coelho, Companhia das Letras.
  3. *A professora do desenho e outras histrias*, Marcelo Coelho, Companhia das Letras.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<20>
<P>
Unidade 2

Verde, Quero Ver-te

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Onde voc mora h muitas rvores e plantas?
 Imagine um lugar sem verde. Que sensao lhe provocaria?
 Voc acha que devemos nos preocupar com o desmatamento? Por qu?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<21>
Semente

<R+>
_`[{ilustrao de uma paisagem descrita a seguir._`]
<R->

  Na frente da paisagem encontra-se um homem, segurando com uma de suas mos um machado e com a outra, a mo de um menino. Este aponta em direo a uma rvore.
  Prximo a eles h uma rvore com uma barriga enorme e redonda, mostrando em seu interior uma mudinha.
  Mais adiante aparece o reflexo da lua num rio.

<R+>
(CEFEJ -- Centro de Formao e Estudos para a Juventude. *Concurso Meio Ambiente e Juventude -- Mos  Arte*. Resultado do concurso, 1992. p. 101.)
<R->

  *Andr Luiz de Oliveira Maciel*, de So Paulo, participou do "Concurso Meio Ambiente e Juventude -- Mos  Arte", em 1992, promovido pelo Centro de Formao e Estudos para a Juventude (CEFEJ). Foram inscritos cerca de quatrocentos trabalhos de todo o pas, entre  textos, poemas e ilustraes. A ilustrao *Semente* recebeu o 3 lugar.

<22>
<P>
Estudo do texto

<R+>
 1. O que mais chamou a sua ateno na ilustrao?
 
 2. Escreva no caderno o que voc observa:
 a) no primeiro plano (aquilo que aparece mais prximo);
 b) no segundo plano;
 c) no terceiro plano.

 3. O que o menino est fazendo?
 4. O homem est segurando um machado. O que voc acha que ele queria fazer?
 5. Por que o homem est olhando com espanto para a rvore?
 6. Observe a ilustrao e responda:  dia ou noite? Como voc descobriu?
 7. Voc teria coragem de derrubar essa rvore? Por qu? 
 8. Voc acha que os homens continuariam derrubando rvores se elas se apresentassem dessa forma quando esto brotando?
 9. Escreva no caderno os sentimentos que essa ilustrao despertou em voc.
<R->

Um pouco de gramtica

  Leia o poema abaixo:

<R+>
O violo e o vilo

 Havia a viola da vila.
 A viola e o violo.

 Do vilo era a viola.
 E da Olvia o violo.

 O violo da Olvia dava
 vida  vila,  vila dela.

<23>
 O violo duvidava
 da vida, da viola e dela.

 No vive Olvia na vila.
 Na vila nem na viola.
 O vilo levou-lhe a vida,
 levando o violo dela.
<P>
 
 No vale, a vila de Olvia
 vela a vida
 no seu violo vivida
 e por um vilo levada.

 Vida de Olvia -- levada
 por um vilo violento.
 Violeta violada 
 pela viola do vento.

(Ceclia Meireles. *Ou isto ou aquilo*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990. p. 48.)
<R->

<R+>
 1. Releia o poema em voz alta prestando ateno ao som que se repete. Indique-o.
 2. Qual foi a inteno da autora com a repetio desse som?

 3. Observe o encontro de vogais de algumas palavras retiradas do texto:
 violo -- vilo -- viola --
  no -- levou -- seu --
  violento -- violeta -- violada
<R->

  Copie essas palavras no caderno, separando-as em slabas.
  Observe:
<R+>
 coi-ta-do   
 o: vogal 
 i: semivogal -- pronunciada com menor intensidade

 dou-tor 
 o: vogal
 u: semivogal
<R->

  O *i* e o *u* so semivogais quando so pronunciados com menor intensidade.

<24>
  Quando a vogal vem acompanhada, numa mesma slaba, de uma semivogal, damos a esse encontro o nome de *ditongo*.
  Veja outros exemplos:
<F->
 gl-ria  
 i: semivogal
 a: vogal
<P>
 au-la 
 a: vogal
 u: semivogal

 Ta-deu 
 e: vogal
 u: semivogal
<F+>

  Observe agora: 
<F->
 des-con-fi-ar 
 i: vogal  
 a: vogal
<F+>

  Nessa palavra, as vogais *i* e *a* esto em slabas separadas e so pronunciadas com a mesma intensidade. Elas formam um *hiato*.

  Veja outros exemplos: 
<F->
 sa--de; sa--da; to-a-lha; 
  mo-e-da
<F+>

  Observe as palavras a seguir e veja se o mesmo ocorre com elas:
<R+>
 Coluna A: aula, sei, histria, Mrio
<P>
 Coluna B: sada, lua, cado, Maria
<R->
  Na coluna *A* h exemplos 
 de '''''
  Na coluna *B* h exemplos 
 de '''''

  Observe, ainda:
<F->
 U-ru-guai 
 u: semivogal
 a: vogal
 i: semivogal

 i-guais
 u: semivogal
 a: vogal
 i: semivogal
<F+>

  Nesse caso, as semivogais aparecem antes e depois da vogal, numa mesma slaba. A esse encontro chamamos de *tritongo*. 

<R+>
 4. Separe as slabas das palavras do quadro. Ateno ao encontro de vogais! 
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  iguais -- Paraguai --        _
l  Uruguai -- ceia -- idia --  _
l  baleia                        _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Agora, copie as palavras separando-as em dois grupos. 

<25>
<R+>
 5. Leia as frases e identifique as palavras com *ditongo*.
 a) Mame hoje vai  feira.
 b) Todos os dias papai compra po e leite na padaria.
     Agora, identifique as palavras com *hiato*:
 a) Era uma histria cheia de reis e rainhas.
 b) Gostei muito do poema *O violo e o vilo*.

 6. Separe as slabas das palavras a seguir, dizendo se os encontros voclicos so ditongos ou hiatos.
<R->

  Lembre-se:
<R+>
 ditongos :> *au*-to-m-vel -- vogais ficam na mesma slaba.
 hiatos :> s*a-*-da -- vogais ficam em slabas separadas.
<R->

<F->
 a) gua
 b) friagem
 c) rgua
 d) passear
 e) cenoura
 f) coelho
 g) tesoura
 h) rua
 i) biscoito
 j) raiz
<F+>

Vamos produzir 

  Observe a ilustrao *Semente* mais uma vez. Rena-se com um colega e criem uma histria, mostrando o que poderia ter acontecido minutos antes daquela cena, dando continuidade a ela: Ser que o homem cortou a rvore? Qual teria sido a reao do menino? Outras pessoas ficaram sabendo? Outra possibilidade seria o homem no cortar a rvore e imaginar que ela, alm de grvida, tambm falava. O que eles poderiam ter conversado?
  Procurem conscientizar as pessoas sobre o mal que pode causar a falta do verde. Soltem a imaginao e mos  obra!
  Ateno a alguns detalhes: 
<R+>
 a pontuao dos dilogos;
 a caracterizao do lugar e das personagens;
 a linguagem que poder ser utilizada nas "falas" das personagens.
<R->

  Depois de terminado o texto, criem ilustraes e faam uma reviso.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<26>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc sabe o que  um parque nacional? Conhece algum? Qual?
<R->
<P>
Crime na Mata Verde e Amarela,
  onde cantam os sabis

Parque Nacional de Itatiaia,
  onde IBAMA fez *blitz* h dez
  dias, sofre com devastao

Rosa Bastos

  No feriado do dia 25, a paulistana Maria de Ftima Pagliara, de 30 anos, gerente de uma empresa de consultoria, foi visitar o Parque Nacional de Itatiaia, no Rio. Ficou extasiada com tanta beleza. "Por que no conheci isto antes?", recriminou-se. "To perto de So Paulo, fcil acesso, estrada boa..." Algo, porm, a intrigou: "Se  parque nacional, como tem moradias? E casa de chocolate, loja de lembrancinhas, terrenos  venda. Que coisa estranha!"
  Maria de Ftima imaginava que o primeiro parque criado no Brasil, em 1937, era uma rea intocada, verde e amarela, onde cantam os sabis. "No sabia que havia hotis aqui dentro", conta, embora confesse ter apreciado o conforto de um banho quente aps uma longa caminhada. Mais espanto provocaram as placas de vende-se, no meio da floresta. "Ser que se pode comprar, construir, isso  legal? E se um monte de gente resolver morar no parque?"
<27>
  Estava assim, cheia de dvidas, quando viu na TV a notcia de que os fiscais do Instituto Brasileiro, do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis (Ibama) estavam trocando tiros com os palmiteiros -- pees que derrubam a palmeira-juara para extrair o palmito, ilegalmente. Ento, havia uma guerra civil na regio e ela no sabia? No dia seguinte, caminhando numa trilha, ouviu o rudo de rvores sendo cortadas. No viu nada, mas teve medo. 
  O engenheiro agrnomo Andr Roberto Speck, de 38 anos, que esteve no Parque Nacional de 
 Itatiaia no comeo de janeiro, denuncia a degradao. "Tinha lixo amontoado na beira da estrada. O museu, deprimente, com os animais empalhados sendo comidos pelas traas e as etiquetas de informao amareladas e de difcil leitura." Speck reclama do desmatamento ao redor das casas e hotis, e pergunta: "Posso comprar um terreno l e abrir um estabelecimento comercial?".
  Pior  que pode. Segundo o administrador, Lo Nascimento, quando o parque foi criado j existiam centenas de propriedades e alguns hotis l dentro. A Unio criou o parque, mas no desapropriou as terras nem indenizou os proprietrios. Dos 30 mil hectares, s  dona de 10 mil. O resto pertence a particulares, com escritura e tudo. "Se eles quiserem, podem vend-las, so os donos", diz. "Mas no desmatar, nem fazer nada contra a fauna e a flora."
  *Fico* -- Na estradinha de cascalho, cheia de buracos, perto de um hotel-fazenda e de uma casa que se pode alugar para temporada, chama a ateno uma placa pendurada em uma rvore, no meio da mata. O corretor Paulo Sampaio, da Imobiliria Condial, em Resende, informa que o terreno de 2.600 metros quadrados custa R$20 mil, mas o proprietrio estuda proposta. "Tem escritura, IPTU, no  posse." E se pode construir? "Bem, a tem de se entender com o Ibama."
  Mrio Mantovani, diretor da Fundao SOS Mata Atlntica, diz que no s Itatiaia como todos os outros parques brasileiros tm srios problemas pela falta de regularizao fundiria. "No Brasil, parque nacional  uma figura de fico", critica. "Mas no se deve imaginar que parque  a terra do no-pode. Pode-se tudo, desde que bem feito. O turismo s  predador quando mal orientado."
  (...)
  O engenheiro Dacio de Almeida, de 39 anos, e a arquiteta Edna Abussamra, de 42, assistiram a uma cena que os deixou indignados: uma mulher tranqilamente colhendo mudas de samambaias, 
<28>
perto de uma cachoeira. "Ela saiu carregada e no tinha ningum para impedir!" O casal, que mora na Vila Mariana, em So Paulo, vai uma vez por ano ao parque. " belssimo, quente de dia, fresquinho  noite, sem mosquitos. Mas est muito abandonado. Devia ter guias falando da importncia dessas espcies, fazendo as pessoas entenderem que esto num santurio ecolgico", diz Almeida.
  Na entrada, os turistas (cerca de 10 mil por ms) recebem um saquinho para lixo e um folheto. "Isso no basta", reclama Edna. "Quem vai deixando rastros de papel de bala e de latinhas no tem noo de nada. Isso  o que nos resta de mata atlntica e tem de ser defendido com unhas e dentes."
  *Ameaa* -- Defensor ferrenho do parque, Lo Nascimento garante que ele no est sendo loteado. "O problema aqui  a extrao do palmito. Estou jurado de morte", afirma. At agora, os palmiteiros tm levado a melhor. Depois de extinguir o palmito da Serra da Bocaina e da Serra dos rgos, dedicam-se ao Parque de Itatiaia, ltimo reduto da palmeira-juara no Vale do Paraba. Cerca de 40% da mata  formada da juara, que tem sido abatida sem d. A planta leva mais de 10 anos para se regenerar e s produz sementes depois de 30 anos.
  "Escolhem as rvores mais parrudas", acusa o ambientalista Andr Vieira de Assis. "Arrancam tudo, no deixam as matrizes,  um crime." Para Mantovani, essa luta armada  um equvoco. "Tm de recolher palmito no supermercado, 
<P>
na fbrica, e no ir l no mato pegar o coitado do palmiteiro."

<R+>
(*O Estado de S. Paulo*, 4 fev. 2001.)
<R->

<29>
<R+>
 1. Faa uma leitura silenciosa do texto e escreva no caderno as palavras que voc no conhece. Discuta com um colega o significado delas. Se necessrio, consultem o dicionrio.
 
 2. Identifique na notcia as informaes abaixo e escreva-as no caderno.
 a) manchete;
 b) o que aconteceu;
 c) onde aconteceu;
 d) quando aconteceu.

 3. Onde esse tipo de texto pode ser encontrado?
 4. Em sua opinio, por que a gerente ficou surpresa ao descobrir que h moradias, comrcio e terrenos  venda na rea do parque?

 5. Observe o ttulo da notcia:
     Crime na mata verde e amarela, onde cantam os sabis 
 a) Identifique as palavras que do qualidade.
 b) Em sua opinio, por que essas palavras foram utilizadas? 

 6. No texto aparece a seguinte questo: "E se um monte de gente resolver morar no parque?". Responda-a.
 
 7. Localize os trechos no texto e explique o que entendeu das expresses destacadas: 
 a) "Ento, havia uma *guerra civil* na regio e ela no sabia?"
 b) "O engenheiro agrnomo Andr Roberto Speck (...) denuncia a *degradao*."
 c) "O turismo s  *predador* quando mal orientado."
<P>
 8. O que voc acha que o diretor da Fundao SOS Mata Atlntica quis dizer quando afirmou: "No Brasil, parque nacional  uma figura de fico"?
<30>
 9. Observe as outras denncias feitas sobre os parques. Pensando em combat-las, faa uma lista de sugestes para acabar com esses problemas.
 10. O que h em comum entre a ilustrao *Semente* e o texto *Crime na mata verde e amarela, onde cantam os sabis*?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe o som das palavras. Ateno s letras destacadas:
     grupo 1: *pl*anta -- 
  *gr*ito -- *cr*avo -- 
  *fl*auta -- pa*st*a -- 
  *cl*asse -- *pr*ata
     grupo 2: cacho*rr*o -- cla*ss*e -- de*sc*er -- *ch*ave -- *qu*eijo -- *gu*erra
 a) Leia em voz alta as palavras do grupo 1. As letras destacadas podem ser ouvidas separadamente? 
 b) Leia em voz alta as palavras do grupo 2. As letras destacadas podem ser ouvidas separadamente? Junte-se a um colega e expliquem a diferena de som entre as letras destacadas no grupo 1 e no grupo 2.

<R+>
 Chama-se *encontro consonantal* o encontro de consoantes com sons diferentes na mesma palavra. Exemplo: *pl*stico, *bl*usa, *cl*aro, ma*dr*e (consoantes na mesma slaba) e *rv*ore, pi*st*a, laga*rt*ixa (consoantes em slabas separadas).
 Ao encontro de duas letras representando um nico som chamamos de *dgrafo*. So dgrafos:
<R->

  ch -- *ch*o, bi*ch*o
  lh -- baru*lh*o, traba*lh*o
  nh -- moci*nh*a, canti*nh*o
  s -- cre*s*a, de*s*a
  rr -- te*rr*a, a*rr*anjo
  ss -- po*ss*o, fo*ss*e
  sc -- de*sc*er, na*sc*er
  xc -- e*xc*eo, e*xc*elente
  gu -- formi*gu*eiro, fre*gu*esia
  qu -- *qu*intal, pe*qu*ins

<31>
<R+>
 2. Escreva o nome das figuras em seu caderno e pinte os encontros consonantais: _`[{os desenhos foram substitudos por palavras._`]
 livro -- rvore -- borboleta --
  lagarto -- alfinete --
  martelo -- cobra -- lesma

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 3. Troque os nmeros pelas letras correspondentes e forme palavras em seu caderno com encontros consonantais:
 _`[{os nmeros e as letras correspondentes esto em duas colunas._`]

 1 -- pra 
 2 -- plo 
 3 -- flo 
 4 -- ta 
 5 -- tran 
 6 -- di 
 7 -- a 
 8 -- du
 9 -- ma 
 10 -- res 
 11 -- va 
 12 -- r 
 13 -- gra 
 14 -- plu 
 15 -- vo

 a) 1+4
 b) 6+2+9
 c) 3+10+4
 d) 5+7
 e) 1+7
 f) 8+2
 g) 12+15+10
 h) 13+9
 i) 14+9
 j) 13+11+4
<P>
 4. Copie as palavras no caderno, completando-as com os encontros br, cr, dr, fr, gr, pr, tr, e vr.
     Observe que algumas terminaes se repetem e voc dever usar um encontro consonantal diferente do que j usou.
 a) '''eme
 b) '''azo
 c) li'''o
 d) '''ama
 e) '''evo
 f) '''ata
 g) vi'''aa
 h) '''eme
 i) '''ilhante
 j) ti'''e
 l) '''ama
 m) li'''o
 n) '''ata
 o) '''iana
 p) ma'''ugada
 q) '''ata
 r) '''ama
 s) li'''e
 t) co'''a
 u) '''evo

<32>
 5. Forme novas palavras, acrescentando *r* aps a primeira consoante. Veja o exemplo e continue no caderno:
     gata :> g*r*ata 
 a) dama
 b) banco
 c) fio
 d) festa
 e) pato
 f) pata
 g) botar
 h) temer
 i) tocar
 j) fase
 l) peso
 m) costa
 n) ponto
 o) tema
 p) bao
 q) cavar
 r) feio
 s) peo
 t) gude
 u) faca
 v) cedo
<P>
 6. Forme novas palavras intercalando o *r* entre as slabas. Veja o exemplo e continue no caderno:
     pato :> pa*r*to
 a) ama
 b) maca
 c) pote
 d) moto
 e) fome
 f) pede
 g) pedido
 h) copo
 i) foca
 j) fatura
 
 7. Procure no texto *Crime na mata verde e amarela, onde cantam os sabis* algumas palavras com os dgrafos *nh, qu, lh, gu, ss* e *ch* e escreva-as no caderno.

 8. Depois de copiar estas palavras no caderno, destaque os dgrafos:
 a) arrombador
 b) aparelhamento
 c) trabalhar
 d) bicho
 e) chamamento
 f) guia
 g) caminhada
 h) travesseiro
 i) excelente
 j) descer
 l) formiguinha
 m) nascimento
 n) queixa
 o) queimadura
 p) companheiro
 q) cachorrinho

<33>
 9. Faa a separao silbica das palavras do exerccio anterior. 
     Lembre-se: Na diviso das slabas, os grupos *rr, ss, sc, s* e *xc* separam-se, enquanto os grupos *ch, lh, nh, gu* e *qu* ficam na mesma slaba.

 10. Copie apenas as palavras com dgrafos:
 relgio -- sabi -- quiabo --
  coelho -- nascer -- terra --
  assobio -- xarope -- rainha --
  chinelo -- guia
<R->

Vamos produzir

  Agora voc  o reprter!
  Observe a ilustrao *Semente* e crie uma notcia de jornal. Lembre-se de escrever:
<R+>
 a manchete;
 o que aconteceu;
 quem estava envolvido;
 onde aconteceu;
 quando aconteceu;
 como aconteceu.
<R->

  Invente os detalhes para deix-la bem completa. No final, leia-a para a turma, imitando os noticirios de televiso. Ateno  entonao!

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<34>
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc conhece algum animal que mora em rvores?
 O que acontece com eles quando rvores so derrubadas?
<R->

Pequenos moradores das rvores

  Entusiasmadas com cenas de filmes e desenhos animados, muitas crianas sonham em construir, no alto das rvores, uma casa para servir de sede a um clubinho ou simplesmente para se esconder dos pais quando fazem alguma arte.
  Existem pequenos mamferos que vivem nas rvores da Mata Atlntica andando de galho em galho para conseguir comida e dormindo em casas construdas nos troncos. Ou seja, levando a vida que muitos meninos e meninas, em seus sonhos de criana, poderiam achar o mximo! Voc quer conhec-los?
  Macacos, esquilos, preguias e ourios so os mais populares mamferos que vivem exclusivamente em rvores, sendo, por isso, chamados arborcolas. Esses animais so classificados de maneira informal como pequenos, mdios e grandes.
  Por realizarem suas atividades durante a noite, aqueles classificados como pequenos constituem as espcies menos conhecidas. Eles so leves, bastante rpidos para escalar os troncos e, assim como seus parentes maiores, tm uma cauda longa que se enrola nos galhos, deixando que eles fiquem com as patas livres para comer, por exemplo.
<35>
  Por falar em patas, os pequenos mamferos arborcolas tm coxins desenvolvidos, isto , mos e ps fofos como almofadas, para evitar que eles se machuquem quando estiverem subindo nas rvores. Tm ainda olhos saltados e bigodes (denominados cientificamente como vibrissas) muito compridos.
  Esses animais esto divididos em duas ordens: roedores, que conseguem comer frutas de casca mais dura por conta de seus dentes incisivos fortes, e marsupiais, que, depois de nascerem, passam um perodo na bolsa que a me tem na barriga, o marspio, at estarem prontos para andar e se alimentar sozinhos -- como acontece com o nosso gamb e o canguru australiano, que, embora no vivam em rvores, so os marsupiais mais conhecidos.
  Os pequenos mamferos arborcolas no tm muitos nomes populares. Alguns marsupiais so chamados de cucas, gambazinhos, catitas, guaiquicas, cucas-lanosas. Entre essas espcies existem algumas muito pequenas, medindo apenas 13 centmetros sem contar a cauda, que pode variar bastante de uma espcie para outra. J o peso desses animais oscila entre 50 gramas, como o *Marmosops incanus* (popular catita), e 130 gramas, como o *Caluromys 
 philander* (popular cuca-lanosa).
  H algumas vantagens em ser um mamfero arborcola. A primeira delas  que aqueles que comem folhas, brotos, flores e frutos esto mais prximos de seu alimento. Para esses animais, as rvores so tambm mais seguras que o cho: nelas, eles podem esconder-se de predadores e fazer seus ninhos. Por incrvel que parea, locomover-se nas rvores da Mata Atlntica para esses pequenos mamferos pode ser mais fcil do que no cho, pois normalmente a floresta apresenta o solo muito irregular, com muitas razes, pedras, galhos cados, alm de uma densa vegetao rasteira.

<R+>
(Revista *Cincia hoje das crianas*. Rio de Janeiro, SBPC. n.o 108, nov. 2000. ano 13.)
<R->

<36>
<R+>
 1. Leia o texto silenciosamente e escreva as palavras desconhecidas em seu caderno. Tente descobrir os significados pelo prprio texto. Se precisar, consulte o dicionrio.
 2. Voc acha que *Pequenos moradores das rvores*  um texto informativo, narrativo ou potico? Informe o que observou para responder.
 3. Voc utilizaria a mesma linguagem do texto se estivesse escrevendo sobre esses pequenos roedores em uma carta para um amigo?
 4. Por que voc acha que uma linguagem mais formal foi utilizada?
 5. Informe os lugares onde esse tipo de texto pode ser encontrado.
 6. Copie no caderno o trecho que explica o que  um *arborcola*.

 7. Faa um quadro _`[{do livro em tinta_`] como este no caderno, completando-o com as informaes sobre os pequenos arborcolas. 
<P>
  Caractersticas fsicas
 1. leves, rpidos
  funes: '''''
 2. cauda longa
  funes: '''''
 3. mos e ps fofos
  funes: '''''
 4. dentes fortes
  funes: '''''
 5. marsupiais (possuem bolsa)
  funes: '''''

 8. Retire do texto as vantagens de ser mamfero arborcola.
 9. Voc j sonhou em ter uma casa no alto de uma rvore? Conhece algum que tenha uma? Se tivesse uma, o que voc faria com ela?
<R->

<37>
<P>
Um pouco de gramtica

 1. Leia o texto a seguir:

<R+>
Maluquices do "H"
  Pedro Bandeira

 O *H*  letra incrvel,
 muda tudo de repente.
 Onde ele se intromete,
 tudo fica diferente...

 Se voc vem para *c*,
 vamos juntos tomar *ch*.

 Se o *sono* aparece,
 tem um *sonho* e adormece.

 Se sai *galo* do poleiro,
 pousa no *galho* ligeiro.

 Se a *velha* quiser ler,
 vai a *vela* acender.

 Se na *fila* est a av,
 vira *filha*, veja s!
<P>
 
 Se da *bolha* ele escapar,
 uma *bola* vai virar.

 Se o *bicho* perde o *H*,
 com um *bico* vai ficar.
 (...)

 *Hora* escrita sem *H*,
 *ora* bolas vai virar.
 (...)

(Pedro Bandeira. *Mais respeito eu sou criana!* So Paulo, Moderna, 1994. Coleo 
  Girassol. p. 46.)
<R->

  Encontre os pares de rimas do poema.

<R+>
 2. Alm da rima, o que mais fez o autor para brincar com as palavras?

<38>
 3. Algumas destas palavras comeam por *h*. Quais? Escreva-as no caderno:
 a) '''igualdade
 b) '''orrvel
 c) '''imagem
 d) '''oje
 e) '''altura
 f) '''ebe
 g) '''ilha
 h) '''ilda
 i) '''bito
 j) '''otel
 l) '''elosa
 m) '''amanh
 n) '''lio
 o) '''lito
 p) '''ilustre
 q) '''omenagem
 r) '''aluguel
 s) '''istria
 t) '''ospedagem
 u) '''antigidade

 4. Escreva no caderno as palavras a seguir, colocando-as em ordem alfabtica. Mas, ateno! Em muitas delas voc dever acrescentar o *h* no incio.
 umildade, erdeiro, amargo, orscopo, onesto, antigo, umilhado, ontem, umanidade, igiene, erana, ortnsia, onra, abitante, esperana, arte, areia, otel, ombro, abilidade

 5. Organize as slabas, descubra as palavras e escreva-as no caderno:
 a) li-te-ro-cp-he
 b) da-ti-ho-de-nes
 c) mo-hi-p-po-ta
 d) r-ho-rio
 e) ri-te-zon-ho
 f) na--ro-he
 g) ro-so-hor-ro
 h) bi-ha-o-ta

<39>
 6. Copie as palavras no caderno, acrescentando o *h*. Veja o exemplo e continue.
     fila :> fil*h*a
 a) vela
 b) galo
 c) bico
 d) sono
 e) fica
 f) mola
 g) tela
 h) falar
 i) ralar
 j) c

 7. Troque os nmeros pelas letras correspondentes e descubra palavras com *nh*.
 _`[{os nmeros e as letras correspondentes esto em duas colunas._`]

 1 -- A
 2 -- B
 3 -- C
 4 -- E
 5 -- H
 6 -- I
 7 -- M
 8 -- N
 9 -- O 
 10 -- P
 11 -- R
 12 -- S
 13 -- T
 a) 10+6+8+5+4+6+11+9
 b) 4+12+10+6+8+5+9
 c) 3+1+7+6+8+5+9
 d) 2+1+8+5+4+6+11+9
 e) 8+6+8+5+9
 f) 10+1+12+12+1+11+6+8+
  +5+9
 g) 10+1+7+9+8+5+1
 h) 3+1+12+13+1+8+5+1

 8. Copie as palavras no caderno, completando-as com *lhi* ou *li*. Consulte o dicionrio.
 a) c'''o
 b) pa'''nha
 c) mi'''onrio
 d) fi'''al
 e) ve'''nha
 f) bo'''nha
 g) tri'''nho
 h) Ju'''ana
 i) ove'''nha
 j) imobi'''ria
 l) utens'''o
 m) Of'''a
 n) coe'''nho
 o) abe'''nha
 p) fam'''a
 q) fo'''a

 9. Vamos adivinhar! Escreva as respostas no caderno.
 a) Boneco colocado nas plantaes para espantar aves.
 b) Objeto afiado usado pelos homens para fazer a barba. 
 c) Sobra de tecido.
 d) Bebida com a qual se faz refresco de cor avermelhada.
 e) Prmios recebidos pelos atletas vencedores das Olimpadas.
 f) Usamos para enxugar o corpo aps o banho.
<R->

Vamos produzir 

  Seu professor dividir a classe em quatro grupos e far um sorteio para que cada um pesquise sobre um dos grandes mamferos arborcolas citados no texto *Pequenos moradores das rvores*: macaco, esquilo, preguia e ourio.

 Primeira etapa 
  Agora que todos sabem sobre qual animal pesquisaro, cada elemento do grupo dever buscar informaes individualmente:
<R+>
 principais caractersticas do animal; 
 onde pode ser encontrado;
 hbitos alimentares. 
<R->

 Segunda etapa 
  Juntem as informaes que cada um conseguiu e faam um texto coletivo, aproveitando somente os dados que no se repetem.

<41>
 Terceira etapa 
  Combinem com as pessoas do grupo uma apresentao para a classe sobre o animal pesquisado. Ensaiem o que cada um poder falar e tragam ilustraes, recortes de revistas ou de jornais sobre os animais pesquisados. 
<P>
 Quarta etapa 
  Todos os grupos devem organizar um mural para expor os trabalhos.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Sugestes de leitura

  1. *Zeca era diferente*, 
 Norman Rockwell, Companhia das Letras.
  2. *Jack Brodoski no corao da Amaznia*, Flvio de Souza, Companhia das letras.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<42>
<P>
Unidade 3

Todo Animal tem Direito  Vida

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc j ouviu falar em animais em extino?
     Conte para seus colegas o que sabe sobre eles.
 O que voc acha das pessoas que caam animais?
 Depois de apreendidos, o que voc imagina que acontece com eles?
 Voc conhece algum que trabalhe em defesa dos animais?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<43>
Uma Lista para os bichos
  ameaados

  Pegou fogo na Reserva Biolgica de Poo das Antas, no Rio de Janeiro. Foi um deus-nos-acuda! De todas as partes vieram bombeiros e at um helicptero foi usado para apagar o fogo. A grande preocupao era por causa de uns macaquinhos lindos, os micos-lees-dourados. Nas matas da reserva vivia a nica populao desses micos ainda existente na natureza. O incndio foi apagado, os micos salvaram-se, mas a espcie correu srio risco de extino.
<44>
  Existem hoje no Brasil muitos animais que, como o mico-leo, correm risco permanente de extino. A extino de espcies de animais e plantas  uma grande perda para o nosso planeta. Essas espcies levaram milhares de anos para se formar atravs do lento processo de evoluo. O pior  que, como essas espcies esto intimamente relacionadas entre si, a extino de uma delas geralmente leva  extino de outras e pode causar desequilbrios na natureza. 
  Assim, por exemplo, os cientistas descobriram que o cacaueiro -- a rvore de cujo fruto se faz o chocolate -- depende, para sua reproduo, de uma mosca minscula que leva o plen de uma rvore para outra. Se essa mosquinha desaparecer, os cacaueiros no daro mais frutos, extinguindo-se tambm, e as crianas do mundo inteiro vo ficar sem chocolate. 

Os animais e as plantas tambm
  tm direito  existncia

  Muitas espcies que hoje existem na natureza so importantes para o homem. Mas o prprio homem est causando sua extino antes mesmo de estud-las e conhecer sua utilidade. Isso sem falar no fato de que, tanto como o homem, as outras espcies de animais e plantas tm tambm direito  existncia na Terra. Vai da, evitar a extino de espcies  hoje uma obrigao do povo e do governo prevista na prpria Constituio do Brasil. Para cumpri-la  preciso saber, com base em critrios cientficos, quais so as espcies que se encontram ameaadas de extino, para que se possam estabelecer medidas especiais de proteo.
  Com esse objetivo, um grupo de zologos (que so os cientistas que estudam os animais) da Sociedade Brasileira de Zoologia reuniu-se em comisso para preparar uma lista das espcies da fauna brasileira ameaadas de extino. Eles estiveram reunidos durante trs dias, procurando identificar quais os animais ameaados, para saber quem deveria entrar na lista.
  Quando uma espcie animal ou vegetal est ameaada de extino, todo mundo fica preocupado. Porque isso significa que aquela espcie nunca mais vai voltar a existir. Acaba para sempre. Com isso fica ameaado todo o ecossistema, ou seja, o relacionamento entre o meio ambiente, a flora, a fauna e os microrganismos que nele vivem.
<P>
Com a palavra, os zologos!

  No incio da reunio, um dos zologos foi logo falando:
  -- Acho que todos os que vivem em reas muito pequenas devem entrar na lista, pois qualquer acidente, como incndio ou mesmo uma doena, pode acabar com eles.
  Todos concordaram e, assim, entraram na lista animais como os micos-lees, os monos-carvoeiros e outros.
  Um zologo especialista em insetos props a entrada de vrias espcies de borboletas que esto ameaadas, porque suas lagartas se alimentam de determinadas plantas que esto sendo destrudas.
<46>
  Outro zologo sugeriu que entrassem na lista os animais perseguidos por caadores, que os matam, para comer ou para vender suas peles. Por esse critrio, entraram o macaco-aranha, ona-pintada, o peixe-boi, algumas baleias, o macuco, o jacar-de-papo-amarelo e muitos outros.
  Entraram tambm vrias espcies de papagaios e araras que esto sendo capturados e vendidos a colecionadores no Brasil ou no exterior. A maior parte das espcies, no entanto, foi colocada na lista no por culpa dos caadores, mas por causa da destruio causada pelo homem, dos locais onde elas vivem: florestas, pntanos, manguezais, reas de cerrado etc.

So 207 os animais protegidos

  Depois de trs dias de reunio, os zologos j estavam cansados de tanto discutir, tinham tomado um tanto de xcaras de caf, mas a lista estava finalmente pronta. Eles a enviaram ao Ibama -- rgo do governo que cuida da fauna e da flora. Depois de publicada no *Dirio Oficial da Unio*, ela se tornou a "Lista Oficial de Espcies da Fauna Brasileira Ameaada de Extino". A lista contm 207 animais. Grande parte deles  rara e conhecida apenas pelos cientistas. Mas esto ali tambm vrios bichos conhecidos da meninada, como o tamandu-bandeira, o lobo-guar, a ona-pintada e muitos mais.
<47>
  Diversos bichos fizeram de tudo para entrar na lista. Claro! Eles sabiam que quem entrasse ficaria protegido por lei. Nem todos, porm, conseguiram. Dizem que muitos tentaram at subornar os zologos. Mas vale a pena esperar. Dentro de um ou dois anos os zologos pretendem reunir-se novamente para uma reviso da lis-
<P>
ta. Os que ficaram de fora reclamando vo ter uma nova chance.

Angelo Machado

Fundao Biodiversitas. Insti-
  tuto de Cincias Biolgicas,
  UFMG

<R+>
(Revista *Cincia hoje das crianas*. Rio de Janeiro, SBPC. n.o 17. out. 1990. ano 3.)
<R->

Estudo do texto

<R+>
 1. Escreva no caderno somente as informaes verdadeiras.
 a) A extino de uma espcie no prejudica outras espcies.
 b) Segundo opinio de zologos, animais que vivem em reas muito grandes tambm devem estar na lista dos animais em extino, pois qualquer acidente pode acabar com eles.
 c) Algumas borboletas esto ameaadas, pois suas lagartas alimentam-se de determinadas plantas que esto sendo destrudas.
 d) Animais perseguidos por caadores tambm entraram na lista dos animais em extino.
 e) Evitar a extino de espcies  obrigao do povo e do governo prevista na Constituio do Brasil.

 2. Agora reescreva as informaes consideradas erradas da atividade anterior.
 3. Voc classificaria esse tipo de texto como narrativo, informativo ou potico? Justifique sua resposta.
<48>
 4. Faa uma lista dos meios de comunicao em que esse tipo de texto pode ser encontrado.
 5. O que significa a palavra *zologo*? Voc pode encontrar o significado no prprio texto.
 6. Qual  a vantagem em entrar para a lista dos animais em extino?

 7. Procure no texto os motivos para a incluso dos animais a seguir na lista dos animais em extino:
 a) mico-leo-dourado e mono-carvoeiro
 b) vrias espcies de borboletas
 c) macaco-aranha, ona-pintada, peixe-boi, algumas baleias, macuco, jacar-de-papo-amarelo
 d) papagaios e araras 
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Reescreva no caderno os conjuntos de palavras que possuem sentido completo:
 a) Aquela que sempre, sempre.
 b) Eu gostaria de conhecer alguns animais em extino.
 c) lobo-guar, como, uma.
 d) A lista contm 207 animais.
 e) Dizem, o lei ficaram.
 f) Entraram para a lista a ona-pintada, o peixe-boi, algumas baleias e outros.
 g) Entraram tambm vrias espcies de papagaios e araras.
 h) Espcies, parte reuniu o.
 i) Calma!
<R->

  Os conjuntos de palavras da atividade 1 que voc reescreveu so considerados *frases*. Observando-os atentamente, podemos concluir que:
  *Frase*  todo enunciado que possui sentido completo.

<49>
<R+>
 2. Observe as duas frases a seguir:
     Alguns animais esto protegidos. 
     Alguns animais no esto protegidos.
     Identifique as opes corretas:
 a) Ambas so interrogativas. 
 b) Ambas so declarativas, pois fazem uma declarao e terminam com ponto final.
 c) a primeira frase  declarativa e tambm afirmativa.
 d) a segunda frase  declarativa e tambm negativa.
 e) Ambas no so declarativas. 
<R->

  Releia o trecho, observando a pontuao:

  "(...) os cientistas descobriram que o cacaueiro -- rvore de cujo fruto se faz o chocolate -- depende, para sua reproduo, de uma mosca minscula que leva o plen de uma rvore para outra."

  Voc pode notar que o travesso est sendo usado no lugar da vrgula, isolando uma explicao.
  Observe mais este trecho:

  "A maior parte das espcies, no entanto, foi colocada na lista no por culpa dos caadores, mas por causa da destruio causada pelo homem, dos locais onde elas vi-
 vem: florestas, pntanos, manguezais, reas de cerrado etc."

  Os dois pontos esto sendo utilizados para iniciar uma explicao e as vrgulas, para separar os elementos dessa explicao por enumerao.

<50>
<R+>
 3. Copie a carta a seguir, colocando a pontuao que est faltando.
<R->

 Bahia, 10 de julho de 2000
 Querida prima

  Como vo todos vocs? No vejo a hora de vocs chegarem para podermos passear bastante! Vamos lev-los para conhecerem o projeto Tamar Tamar significa tartaruga marinha L vocs vero como as tartarugas so tratadas para evitar a sua extino  um projeto maravilhoso! 
  Um ms d pra fazer muitas coisas ir  praia tomar muito sorvete gua de coco queijinho assado e muito mais! No demore. Estou ansiosa! 
 Um beijo.
 Marina

<R+>
 4. Escreva, no caderno, frases declarativas com as palavras a seguir e em cada uma delas utilize a pontuao pedida:
 a) animais em extino : , . 
 b) florestas . ,
<R->

Vamos produzir

  Escreva uma carta para um amigo contando aquilo que voc aprendeu sobre os animais em extino. Ateno a alguns detalhes:

<R+>
 cabealho (lugar e data);
 saudao inicial;
 linguagem utilizada;
 informaes completas;
 despedida.
<R->

Nunca se esquea

<R+>
 A linguagem utilizada ficou adequada  carta?
 Escreveu o cabealho?
 As informaes sobre os animais esto corretas?
 Fez uma reviso ortogrfica?
 A pontuao est correta?
 Assinou a carta?
<R->

<51>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc sabe alguma coisa sobre as tartarugas? Se souber, conte para a turma.
<R->

As Tartarugas Marinhas

  As tartarugas marinhas existem h mais de 150 milhes de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanas do planeta. Em sua aventura para o mar, evoluram, diferenciando-se de outros rpteis.
  Existem sete espcies de tartarugas marinhas no mundo, agrupadas em duas famlias -- a das 
 *Dermochelydae e a das 
 Chelonidae*. Dessas, cinco so encontradas no Brasil: a 
tartaruga-cabeuda, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-verde, a tartaruga-
 -oliva e a tartaruga-de-couro.

<52>
<R+>
_`[{propaganda de um filhote de tartaruga, com uma chupeta na boca, segurando um chocalho e com uma parte de seu corpo coberto por um pedao de casca de ovo no lugar de uma fralda com texto a seguir._`]
<R->

  O projeto Tamar, da PETROBRS, existe h 19 anos e est comemorando a soltura de 3 milhes de filhotes de tartaruga marinha. Voc que tambm  filhote do seu pai e da sua me, deve comear desde cedo a ter conscincia do quanto  importante preservar o meio ambiente.

 PETROBRS
 I B A M A
 ~,www.petrobras.com.br~,

<R+>
(Revista *Cincia hoje das crianas*. Rio de Janeiro, SBPC. n.o 104, jul. 2000. ano 13.)
<R->

<53>
<P>
<R+>
 1. O texto anterior  uma propaganda de brinquedos ou uma propaganda educativa, que transmite uma idia ou reflete sobre um comportamento?
 2. Explique o que voc observou para responder a questo anterior.
 3. Encontre no texto o responsvel pela propaganda.
 4. Quando uma propaganda  elaborada,  necessrio pensar no leitor que ser atingido por ela. Essa propaganda foi feita para crianas, jovens ou adultos? Escreva no caderno as palavras ou trechos que comprovam sua resposta.
 5. Voc achou que a ilustrao combinou com o texto presente nela? Justifique sua resposta.
 6. O que mais chamou a sua ateno nessa propaganda?
 7. Rena-se com um colega e pensem em outros assuntos que poderiam ser temas para propagandas educativas.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as duas frases em voz alta:
 _`[{figura de dois meninos caminhando e conversando. Descrio a seguir._`]
<R->

  Um menino fala para o outro:
  -- Voc conhece o projeto Tamar?
  O outro responde:
  -- Ele  superlegal!
  
  Voc pode perceber que na frase "Voc conhece o projeto Tamar?" foi feita uma *pergunta*. J na frase "Ele  superlegal!", h uma *admirao*.

<54>
  Agora, copie completando:
  Na 1a. frase, foi feita uma ''''' e por isso a chamamos de *frase* ''''' No final da frase h um ponto de '''''
  A 2a. frase demonstrou '''''; chamamos este tipo de frase ''''' Tambm pode expressar medo, espanto e surpresa. No final da frase, h um ponto de ''''' 

<R+>
 2. Leia os dois dilogos a seguir:

_`[{dois quadrinhos mostrando um dilogo entre dois caipiras, numa floresta._`]
<R->

  Quadrinho 1: o primeiro homem avista um animal aponta o dedo e pergunta para o segundo:
  -- O que  aquilo?
  O segundo homem, de olhos arregalados responde:
  -- Uma ona-pintada!!!
  Quadrinho 2: o homem avistando o animal novamente aponta o dedo e pergunta para o segundo:
  -- O que  aquilo?
  O segundo homem, com seu chapu fora da cabea e de braos abertos pergunta espantado:
  -- Uma ona-pintada?

<R+>
 a) Que idia passou a utilizao do ponto de exclamao no 1 dilogo?
 b) O que indica o dilogo seguinte?

 3. Copie as frases *a* e *b*, de modo a alterar seu significado. Observe o exemplo e continue no caderno.
    No quero ir ao concerto hoje!
    No! Quero ir ao concerto hoje. 
    No quero ir. Ao concerto? Hoje?
 a) Ele entrou sentou ao piano fascinou o pblico
 b) No no precisa repetir o que voc disse

<55>
 4. Copie o texto a seguir, utilizando a pontuao adequada. Os sinais que devero aparecer so:
 . ponto final 
 -- travesso 
 ! ponto de exclamao
 , vrgula 
 : dois-pontos 
 ? ponto de interrogao
<R->

  (''')
  ''''' Ateno''''' ateno''''' Vocs j viram um pavo''''' 
 Aposto que no''''' Ainda mais um pavo como o meu''''' ele fala''''' ele dana''''' ele sabe fazer mgica''' ele  genial'''''
  O pessoal que tinha juntado em volta olhava pra c''''' pra l''''' no via pavo nenhum''''' Um garoto perguntou'''''
  ''''' Mas cad voc''''' 
  Alexandre fez cara de mistrio'''''
  ''''' Eu j disse ''''' ele  mgico''''' aparece no ar de repente'''''
  ''''' Quando cisma'''''
  ''''' Quando eu grito "j"''''' -- E sacudiu outra vez a caixa''''' querendo atrair mais gente'''''
<P>
 ''''' Ateno''''' ateno''''' vocs j viram um pavo'''''
  (...)

<R+>
(Lygia Bojunga Nunes. *A casa da madrinha*. Rio de Janeiro, Agir, 1979. p. 9.)
<R->

Vamos produzir

  Rena-se com um colega, escolham um animal em extino e criem uma propaganda para conscientizar as pessoas sobre a preservao das espcies.
<56>
<R+>
 Escrevam pensando em convencer crianas e adolescentes. 
 Preocupem-se em fazer uma ilustrao que combine com o texto.
 Criem uma frase curta e objetiva para expressar a idia de vocs.
 Acrescentem um pequeno texto informativo para dar maior credibilidade  propaganda.
<R->

  Mos  obra!
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc acha que os animais, assim como o ser humano, possuem direitos?
 Em sua opinio, quais direitos os animais devem ter?
<R->

Declarao Universal dos
  Direitos dos Animais

<R+>
 Art. 1 -- Todos os animais nascem iguais diante da vida e  tm o mesmo direito  existncia.

<57>
 Art. 2 -- Cada animal tem direito ao respeito. O homem, enquanto espcie animal, no pode atribuir-se o direito de exterminar outros animais ou explor-los, violando este direito. Ele tem o dever de colocar sua conscincia a servio de outros animais. Cada animal tem o direito  considerao,  cura e  proteo do homem.

 Art. 3 -- Nenhum animal ser submetido a maus-tratos e atos cruis. Se a morte de um animal  necessria, deve ser instantnea, sem dor nem angstia. 

 Art. 4 -- Cada animal que pertence a uma espcie selvagem tem o direito de viver no seu ambi-
  ente natural terrestre, areo ou aqutico, e tem o direito de reproduzir-se. A privao da liberdade, ainda que para fins educativos,  contrria a esse direito.

 Art. 5 -- Cada animal pertencente a uma espcie que vive habitualmente no ambiente do homem tem o direito de viver e crescer segundo o ritmo e as condies de vida e de liberdade que so prprias de sua espcie. Toda modificao imposta pelo homem para fins mercantis  contrria a esse direito.
<P>
 Art. 6 -- Cada animal que o homem escolher para companheiro tem direito a um perodo de vida conforme sua longevidade natural. O abandono de um animal  um ato cruel e degradante.

<58>
 Art. 7 -- Cada animal que trabalha tem direito a uma razovel limitao do tempo e intensidade de trabalho e a uma alimentao adequada e ao repouso.

 Art. 8 -- A experimentao animal que implique sofrimento fsico  incompatvel com os direitos dos animais, quer sejam uma experincia mdica, cientfica, comercial ou qualquer outra. As tcnicas substitutivas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

 Art. 9 -- No caso de o animal ser criado para servir de alimentao, deve ser nutrido, alojado, transportado e morto, sem que para ele resulte em ansiedade e dor.

 Art. 10 -- Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibio dos animais e os espetculos que utilizem animais so incompatveis com dignidade do animal.

 Art. 11 -- O ato que leva  morte de um animal sem necessidade  um biocdio, ou seja, delito contra a vida.

 Art. 12 -- Cada ato que leva  morte um grande nmero de animais selvagens  um genocdio, ou seja, delito contra a espcie.

<59>
 Art. 13 -- O animal morto deve ser tratado com respeito. As cenas de violncia em que os animais so vtimas devem ser proibidas no cinema e na televiso, a menos que tenham como 
<p>
  foco mostrar um atentado aos direitos dos animais 

 Art. 14 -- As associaes de proteo e de salvaguarda dos animais devem ser representadas em nvel de governo. Os direitos dos animais devem ser defendidos por leis, como os direitos humanos.

(Resoluo aprovada pela 
  ONU)

(~,http:www.renctas.org.br~
  declaracaoinfo.htm~,)
<R->

<R+>
 1. O que significa a palavra *universal* no ttulo do texto?
 2. Qual  a inteno da *Declarao Universal dos Direitos dos Animais*?
 3. O artigo 2 menciona o extermnio e a explorao de animais. Liste no caderno situaes em que animais so explorados.
<P>
 4. O artigo 3 menciona que quando a morte de um animal  necessria, ela deve ser instantnea, sem dor nem angstia. Em sua opinio, em que situao a morte de um animal pode ser considerada necessria?
 5. No caderno, faa uma lista de animais selvagens que vivem em ambientes terrestres, areos e aquticos.

<60>
 6. O artigo 9 menciona animais que servem de alimentao. Na regio onde voc mora, quais so os animais que servem de alimentao?
 7. Voc concorda com a morte de animais para a alimentao do ser humano? Justifique sua resposta. 
 8. D a sua opinio sobre o artigo 10.
 9. Voc no concorda com algum dos artigos dessa declarao? Justifique sua resposta.
 10. O que voc acha que acontece com as pessoas que no cumprem com os artigos dessa declarao?
 11. Compare os textos *Uma lista para os bichos ameaados*, a propaganda educativa do Projeto Tamar e a *Declarao Universal dos Direitos dos Animais*, observando as semelhanas quanto ao assunto.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as palavras do quadro no caderno, dividindo-as em slabas.
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  quadro -- queijo -- quota --  _
l  quilmetro -- mquina --      _
l  qualidade -- quase --         _
l  quitanda -- isqueiro          _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Voc se lembra de que dgrafo  o encontro de duas letras que representam um nico som? Ento, copie somente as palavras com dgrafo, destacando-o.

<R+>
 2. Escreva no caderno esta operao matemtica por extenso:
 44-4=40.

<61>
 3. Observe o exemplo e continue no caderno.
     No eram *barcos*; eram *barquinhos*.
 a) No era um *casaco*; era 
  um ''''' 
 b) No era uma *faca*; era
  uma ''''' 
<R-> 

  O que voc concluiu neste exerccio?

<R+>
 4. Responda no caderno.
 a) O grupo *qu* forma dgrafo diante de quais letras?
 b) O grupo *qu* no forma dgrafo diante de quais letras?

 5. Descubra as respostas escrevendo-as no caderno. 
 a) Lugar onde o carro  guardado.
 b) Eletrodomstico que serve para conservar os alimentos.
 c) Animal com pescoo muito comprido.
 d) Usado para escrever na lousa.
 e) rvore que d manga.
 f) Lugar onde vivem as formigas.
 g) Lugar onde compramos carne.
 h) Um amigo pequenino.
 i) Falta de vontade de trabalhar ou estudar.

 6. Identifique as palavras com dgrafo da atividade 5 e destaque-o. Depois, observe o som dessas palavras e justifique por que as outras com a letra *g* no formaram dgrafo.

 7. Copie as palavras a seguir, completando-as com *qu* ou *gu*.
 a) '''ermesse
 b) fo'''ete
 c) brin'''edo
 d) '''itarra
 e) '''incho
 f) '''arda
 g) pes'''isa
 h) cho'''e
 i) '''ido
 j) '''eijo
<R->

<62>
Vamos produzir

  Observe como a *Declarao Universal dos Direitos dos Animais* foi escrita e invente a *Declarao universal dos direitos dos animais de estimao*.
  Ateno a alguns detalhes na hora de escrev-la:
<R+>
 numerao dos artigos;
 repetio de expresses como: *Todo animal de estimao..., Todo animal..., Cada animal*...;
 desenvolvimento de idias em pargrafos diferentes.
<R->
<P>
Sugestes de leitura

  1. ~,http:www.tamar.com.br~,
  2. *Chapeuzinho vermelho e o lobo-guar*, Angelo Machado, Melhoramentos.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Primeira Parte